Por Yara Ferreira Rocca
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22 de setembro de 2026
Seu maior concorrente pode ser o que a IA diz — ou não diz — sobre sua marca Agência Yara Rocca Comunicação aponta que a disputa por visibilidade das marcas começa a migrar do Google para as respostas produzidas pela inteligência artificial Durante anos, empresas investiram em sites, blogs, redes sociais e estratégias de SEO para conquistar espaço nos mecanismos de busca. Agora, uma nova disputa começa a ganhar importância: o que a inteligência artificial diz quando alguém pergunta sobre uma marca, uma empresa, um setor ou seus principais concorrentes? A mudança está relacionada ao crescimento das ferramentas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, que passaram a ser utilizadas não apenas para produzir textos, mas também para pesquisar empresas, comparar serviços, identificar especialistas e buscar recomendações. Para a Yara Rocca Comunicação, agência especializada em Generative Engine Optimization (GEO), essa transformação cria uma nova frente para a comunicação empresarial. A agência defende que a presença de uma marca nas respostas da IA não depende somente de seu próprio site ou da quantidade de conteúdo que publica. “Muitas empresas estão tratando GEO como um problema puramente técnico, de site e de conteúdo. Mas existe uma dimensão editorial que está sendo pouco explorada. A inteligência artificial precisa encontrar informações sobre as empresas em diferentes fontes para construir suas respostas. É aí que a comunicação e a imprensa passam a ter um papel estratégico ainda maior”, afirma Yara Ferreira Rocca, fundadora da Yara Rocca Comunicação. O que a IA encontra sobre a sua empresa? A pergunta que orienta o trabalho de GEO começa a mudar. Em vez de pensar somente em como uma marca pode aparecer nos resultados do Google, as empresas passam a precisar observar como são apresentadas quando alguém pergunta diretamente a uma ferramenta de IA sobre seu mercado. Um usuário pode perguntar, por exemplo, quais são as principais empresas de determinado segmento, quem são os especialistas de uma área ou quais organizações oferecem determinado serviço. A resposta pode reunir informações encontradas em diferentes fontes públicas. Nesse contexto, uma empresa que possui presença editorial consistente pode ter mais informações disponíveis para serem consideradas na construção dessas respostas, enquanto uma marca pouco mencionada externamente pode aparecer de maneira limitada ou sequer ser lembrada. “A pergunta deixou de ser apenas ‘como faço minha empresa aparecer no Google?’ e passou a ser também ‘o que a inteligência artificial sabe sobre minha empresa e de onde vieram essas informações?’. Se o concorrente possui uma presença editorial consistente e a sua marca praticamente não aparece nas fontes relevantes do setor, existe uma diferença de visibilidade que precisa ser observada”, explica Yara. A imprensa ganha uma nova função É nesse cenário que a agência desenvolveu o conceito de GEO PR, unindo estratégias de indexação de releases e Generative Engine Optimization. Tradicionalmente, o trabalho de assessoria de imprensa é avaliado por indicadores como quantidade de matérias, relevância dos veículos, alcance e qualidade da exposição. Com a expansão da IA generativa, a Yara Rocca Comunicação propõe observar também como a presença editorial contribui para a construção da autoridade digital da marca. A estratégia envolve identificar os temas pelos quais uma empresa deseja ser reconhecida, analisar como ela e seus concorrentes aparecem nas ferramentas de IA, mapear fontes editoriais relevantes e desenvolver pautas, dados, opiniões e conteúdos que tenham valor jornalístico e que sejam indexados. “A imprensa sempre teve um papel importante na construção de reputação. O que muda é que a informação publicada por um veículo pode continuar circulando em diferentes ambientes digitais e contribuir para o conjunto de informações que uma inteligência artificial encontra sobre determinada empresa ou especialista”, afirma a fundadora. Segundo Yara, isso não significa que uma matéria publicada automaticamente fará uma empresa aparecer em uma resposta de IA. A proposta é construir, ao longo do tempo, uma presença pública mais consistente e qualificada. “Não existe uma fórmula para obrigar uma inteligência artificial a citar uma marca. O que podemos fazer é trabalhar para que existam informações relevantes, consistentes e verificáveis sobre aquela empresa nas fontes públicas que compõem seu ambiente de informação”, ressalta. Consistência também passa a ser estratégica Outro ponto destacado pela agência é a necessidade de coerência entre os diferentes canais de comunicação. Informações publicadas no site institucional, entrevistas, releases, artigos, perfis de executivos e outros conteúdos públicos precisam apresentar uma narrativa consistente sobre a empresa, seus serviços e seus especialistas. “Se a empresa diz uma coisa no site, outra em uma entrevista e apresenta uma terceira versão em seus materiais institucionais, a informação pública fica fragmentada. A construção de autoridade precisa ser coerente para que a marca seja compreendida de maneira correta em diferentes ambientes digitais”, diz Yara. Para a agência, isso também modifica a relação entre conteúdo próprio e conteúdo produzido por terceiros. Sites e redes sociais continuam importantes, mas não substituem a construção de autoridade fora dos canais controlados pela própria empresa. “Uma empresa pode afirmar que é referência em seu próprio site. Mas existe uma diferença entre ela dizer isso sobre si mesma e encontrar informações independentes sobre sua atuação, seus especialistas e seu conhecimento em veículos e outras fontes editoriais”, observa. Uma nova fronteira para a comunicação O avanço da inteligência artificial generativa cria, portanto, uma nova camada para a estratégia de comunicação corporativa. Além de disputar espaço nos mecanismos tradicionais de busca e na imprensa, as marcas passam a precisar considerar como serão encontradas e apresentadas por sistemas que respondem diretamente às perguntas dos usuários. Para Yara Ferreira Rocca, essa mudança não representa o fim da assessoria de imprensa, mas uma ampliação de sua função. “Estamos entrando em uma fase em que a reputação digital não será percebida apenas pelo que aparece quando alguém pesquisa uma empresa. Também será percebida pelo que uma inteligência artificial responde quando alguém pergunta quem são as empresas, especialistas ou referências de determinado mercado. A comunicação precisa começar a olhar para esse novo ambiente”, conclui. Sobre a Yara Rocca Comunicação A Yara Rocca Comunicação atua em São Paulo com Generative Engine Optimization (GEO), GEO PR, conteúdo estratégico, mapeamento semântico, autoridade digital e dados estruturados, com o objetivo de ampliar a presença e a relevância das marcas nos ambientes de busca e de inteligência artificial. Conheça a agência www.yararoccacomunicacao.com.br